O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou um novo tratamento contra a malária voltado para crianças e adolescentes com menos de 16 anos. A novidade é o uso da tafenoquina na formulação pediátrica.
O medicamento, que antes já era disponibilizado para jovens e adultos, passa a ser indicado para pacientes menores de idade com peso entre 10 kg e 35 kg, diagnosticados com malária do tipo Plasmodium vivax, que não estejam grávidas ou em período de amamentação.
De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição começa a ser realizada de forma gradual, priorizando regiões com maior incidência da doença, especialmente na Amazônia. Apesar dos avanços no combate à malária no últimos anos, a região continua concentrando a maioria das ocorrências, correspondendo a cerca de 99% dos 120.659 casos registrados no Brasil em 2025.
A grande vantagem é que, enquanto o medicamento mais antigo precisa ser administrado ao longo de 14 dias, a tafenoquina deve ser tomada uma única vez, “contribuindo para a diminuição das chances de recaída”, diz o parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Com a iniciativa, o Brasil torna-se o primeiro país do mundo a oferecer essa formulação pediátrica no sistema público de saúde. A expectativa é que a ampliação do tratamento contribua para o controle da enfermidade, que atinge, principalmente, crianças e jovens de até 15 anos (50% dos casos).
Segundo o Ministério da Saúde, a malária faz parte de uma lista de afecções chamadas ‘doenças de determinação social’. A seleção indica os males que afetam, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade social. Além da malária, estão listadas: doença de Chagas, tuberculose, hepatites virais e hanseníase.
Redação CPAD News/ Com informações Agência Brasil e Ministério da Saúde
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